21 e 22 de Junho | 2022
Expo Barra Funda | SP

O mundo de vícios e virtudes chamado BAR.

Ramona atua na coquetelaria paulistana há cerca de 5 anos, participante do coletivo Guest das Minas desde sua primeira edição em 2019, hoje faz parte da organização dos eventos do coletivo. Amante da coquetelaria clássica, mas sempre flerta com criatividade.

Pergunte a qualquer profissional de bar se ele faz o que ama e a resposta mesmo por traz de piadas em sua grande maioria será sim.

Trabalhamos em um ambiente palco de histórias, somos parte de momentos e isso faz muita coisa valer a pena.

As virtudes do nosso mundo são maravilhosas: a hospitalidade ímpar, a facilidade de criar bons momentos com quem ingressa em nosso bar, o network que é maravilhosamente leve de se criar. Com o avanço tecnológico e as redes sociais cada dia mais conseguimos criar uma rede de troca de conhecimentos, seja diretamente por nossas páginas ou por meio de grupos de mensageiros instantâneos. Temos cada dia mais conteúdo a apresentar aos nossos clientes graças a essa troca. Um dos perfis que mais me chama a atenção para uma abordagem educativa tanto para o consumidor quanto para o profissional é o do bartender Gustavo Ferreira Costa (@ola.gustavo) que com postagens educativas explica desde a reação do álcool no organismo à como o gelo é importante em um coquetel, sempre de forma clara e divertida.

Outra profissional que traz conteúdos maravilhosos sobre consumo consciente, principalmente para nós que estamos do lado de dentro do balcão é a incrível Néli Pereira (@neli_pereira).

Acredito que todos nós, bartenders, já temos o discurso de consumo consciente decorado para aplicar aos nossos clientes e a responsabilidade de educá-los a manter atitudes sociais seguras, como não dirigir alcoolizados.

Mas e a nós mesmos?Temos essa autorresponsabilidade?

Observo ao longo desses anos de balcão que esquecemos de colocar em nossa rotina e POP’s o hábito de cuidarmos de nós como cuidamos daqueles que sentam em nossos balcões.

Temos a perigosa liberdade do fácil acesso ao álcool como fonte de estudos, como socialização com colegas de trabalho, afinal quem nunca sentou no balcão de um amigo, ou foi desesperadamente pedir ajuda para uma criação e isso levou à uns alegres tragos do nossos elixires etílicos?!

Quando citamos sobre consumo excessivo de álcool não estamos só falando da noite do “pé na jaca”, mas “daquela para abrir o apetite” todo dia, a “do esquenta” pra trabalhar, os shots diários, a cervejinha de lei de todo dia, tudo isso vira uma somatória em nossos organismos que já enfrenta o trabalho noturno, o sono de má qualidade, extensas jornadas de trabalho e muitas vezes alimentações nem um pouco saudáveis.

A OMS descreve o álcool como substância psicoativa com propriedades que causam dependência. (Olha o tamanho da responsabilidade que nossa profissão carrega e não nos damos conta).

Ainda com base em dados da OMS o uso nocivo de álcool é um fator causal para mais de 200 doenças e lesões.

É como “ensinar o padre a rezar missa”, mas…

Evitem o consumo diário de álcool, deem tempo para o seu corpo metabolizar o álcool que está sendo ingerido, tomem água entre um coquetel e outro ou entre cervejas.

Observem seus hábitos de consumo do álcool. O quanto você cuida do seu corpo pra isso não te prejudicar em médio e longo prazo?

Cuidem-se e SAÚDE!!! (não só no “tim-tim).